sábado, 20 de outubro de 2012

Da pura indagação

De onde vem a força motora que move seus anseios?
Se sei que sou pura indagação,
Vejo que sonhos não lembrados não podem ser esquecidos,
E se por uma ironia seu pensamento divagar,
Ao retornar ao ponto inicial, suas têmporas comerão a doer
Porque metade será dor e a outra metade saudade.

Mas acontece que sonho que se vive, não gera importância.
 O comum não se faz relevante...
Até perceber que sem ele, falta tudo.

Mas como então lembrar do que não pode ser esquecido?
A todo momento...
Seja de glória ou de guerra.

Não, não sou suficiente humilde, dever-me-ia,

Minha essência caótica explode em destinos entrelaçados
E transborda sangue de tais caminhos desafortunados
Caminhos estes que me fizeram chegar até aqui.

E eu sei disso agora, como em alguns outros momentos de lucidez
E um dia é tempo demais, quem dera uma vida

Mas os únicos responsáveis por nosso destino
Somos nós mesmos

E já não sei se é por segurança, orgulho ou amor
Só sei que sou pura indagação do que sou