terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Indiferente do resgate

Não são os dias que se fazem bons ou ruins
Simplesmente a sabedoria de aproveitar cada momento
E as vezes os melhores momentos, nem sempre são aqueles que esperamos
As vezes é necessário estar atento ao que não se pode ver

Esperar não faz sentido mais
O futuro é escuro
Só o presente preenche e esquenta

O mais gentil de ser, é ser fiel ao tempo que resta
E quando tudo parecer difícil
Abra uma porta, e deixe que a inspiração entre

Há sempre um caminho torto para uma ideia reta
Sempre há uma opção a mais...
Que não havia sido percebida...

Dentre fagulhas e pedregulhos
Brotou a semente

Acredite

.

Running at Night

Quando o essencial foge as mãos
Fica a incongruência de relatos mal lapidados
Mas não fuja, não fuja a essência

Sereis sempre fiel ao que sinto
Fujas, mas não se esconderás por definitivo
A menos que por fim, comece novamente

À sabedoria do silêncio ensurdecedor!

Só os fortes

De perto, é o olhar mais distante
Perco me entre suas dissimulações
Não, eu não sei se... pega, pega forte

A razão não é minha,
mas talvez o meu lugar,
não seja este.

Só os fortes...
Só os fortes...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Êxtase

De rumores à vinda de uma nova bifurcação
Sejamos a honra, a paz e a harmonia que só a nós nos cabe
Um frêmito a enaltecer a  a essência do que só você sabe
De indas e vindas, a girar, sem explicação

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio


Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.


Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.


Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouçoMas a outra metade é o que calo.


Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.


Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.


Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.


Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.


E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.


(Metade - Oswaldo Montenegro)

Fraco

Fraco como papel molhado,
ainda que sua natureza
surpreenda minha psicologia,
eu sei o que fiz
e o que causará,
“mas não me diga isso
não me dê atenção,
mas obrigado por pensar em mim”.
O que “vocês” acham que quero
nem sei mais se sinto,
e a lágrima, não sei mais
se é verdadeira,
desculpa,
ainda não me encontrei,
ainda não sei quem sou.

Ar, para respirar

Talvez procures
alguém que pense em ti
enquanto você se perde pela vida.
Não quero ser a base
que só é lembrada
em momentos de tristeza,
e nos de glória,
como é mesmo o nome dele?
As perspectivas mudaram
de seu ângulo habitual,
agora correm novos rios
onde não havia coisa alguma.
E se me perguntares
se minha atitude é nobre,
a de voltar até aqui,
pode ter certeza que sim,
ainda mais nobre
do que se eu não estivesse ido,
o que me motiva,
ou melhor, emotiva,
são as razões que a
razão desconhece,
e ainda que aqui,
não vou forçar ninguém
a fazer o que não quer,
não estou aqui para convencer,
estou aqui para viver,
mas se isso é muito pra ti,
deixe-me ir....
ou então, extravase o que
se faz sentir.
A vida nos proporciona escolhas,
então escolha!
E deixe que o tempo
se encarregue do restante.
Não peço a sua vida,
não peço, não quero,
desejo que estejas bem
e não mate a quem...

E é por isso
que só preciso de três versos
para construir uma poesia
(os primeiros),
o que vem depois
é apenas o ponto de vista
em que eles são empregados.

E ainda que pareça,
meu amor não é de mármore.

Procure

Todas as pessoas são boas,
até que elas próprias provem o contrário.
Percebo... mas
uma amiga disse para usar a razão.
Racionalizar o ambiente em que
se encontra o teatral momento,
o vento que perpassa o meu rosto
é gélido e suave,
cortante e macio,
só depende da pressa que por ele
é tocado,
mas os passos andam sozinhos
e a luz já foi descansar,
esta sombria escuridão
só se define assim
porque as estrelas não são lembradas!
A aventura que lhe faz
adrenalina escorrer
e dizer palavras que saem da boca,
(poesia racionalizada)
surgidas de não sei aonde,
talvez do efeito do instante
inspirador e gradual
que o atingem
em cada ponto
em um único local
que se tornaste
ao tamanho do improvável,
deve-se ser muito louco
para escrever poesias
que falem do
fluxo de pensamento,
de todos os pensamentos,
não sei, quase, onde vieram,
apenas alguns que constam
nas primeiras linhas
escritas em outras palavras.
O que se faz depois,
só Ele sabe de monumento surgiste,
afinal,
utilizar da razão,
não significa necessariamente compreendê-la,
e não necessariamente utilizá-la,
e descobre-se que escrever sem sentir,
significa escrever palavras
que não têm significado.
Então logo,
as pessoas são confiáveis
até o dia em que não vê-las mais,
o perdão é emoção,
mas estou descrevendo,
me nego a acreditar na face ruim,
aí está a arte de surpreender,
ver o que está enterrado,
o lado em que vale a pena sorrir,
e se assim fores,
tenho certeza que machucar-me-ão,
mas estou apenas desenhando o retrato,
os sentimentos não estão sendo questionados,
Tu és aquilo que pensas que és,
mas não penso em mim.

Estou a Procurar...

“Como se diz por ai
“tu te tornas eternamente responsável
por aquilo que cativas”.
A questão que o sentimento
percebido a alguns minutos atrás,
fora deserdado do atual momento,
mas dizia assim:
Sinto-me altamente honrado
de poder compartilhar da vida
de todos vocês, amigos,
que se fazem presentes
e transmitem o bem estar,
ainda não aprendi
a demonstrar tais sensações.
Breve intervalo
Agora, talvez eu esteja,
ou seja, egoísta,
os que me rodeiam, fazem-me bem,
mas eles não compartilham
de tal amplitude alcançada,
nem tudo é belo para todos,
talvez pela dor
que elas sentem internamente,
eu não posso curar feridas,
talvez utilmente
fazer um curativo
e mostrar um novo ponto de vista,
o meu, o do lado positivo,
do outro lado, acima...
Os princípios são muito bonitos
nessa hora, mas
do que adianta?
O que será lembrado?
Essa falsa ilusão da realidade,
é – bom ao momento (libertas risos e sorrisos)
– e muito ruim quando se está só.
Mas desta não tenho certeza.


Não achei nenhum final perdido
pelo ar para esse feixe”.

Carta aos Amigos

Já não consigo encontrar palavras/ que sirvam para descrever/ o que eu sinto/ neste momento/ o qual sou acolhido/ por aqueles que me trouxeram até aqui,/ ainda que ninguém esteja falando/ lembrando, importando/ com minha presença/ sinto-me muito confortado./ E descobrir que há pessoas/ dentro desse grupo/ que eu realmente achava/ que não se importava/ descubro que estas/ também se importam/ e me entendem como ninguém./ É difícil definir coisas assim/ fico apenas tentando encontrar/ codinomes que designem/ este sentimento que se passa./ E me emociono com esta atitude/ incompreensível e totalmente sem sentido/ que me faz muito bem.

domingo, 31 de julho de 2011

Da Minha Ignorância

Seus preceitos e conflitos geram a insipidez
agora eu venho até vós para indagar sobre a espécie
espécie de medo, de falta de coragem, de covardia
não, não somos filhos da escuridão
nossos passos não são relapsos
nossa vida não cabe em traços mal desenhados
por um arquiteto que não sabe com o que está preocupado

vossa adorável tentativa de tentar explicar com a ignorância
não assume a forma de discurso coeso
não é possível acreditar na cratera
eu posso estar em desacordo e conseguir ver
mas, a compreensão que a mim se detém
não ultrapassa as barreiras de símbolos
que você acha que criou, e que iria me orientar
a fazer exatamente o que você deseja

só esqueceram de me dar o manual de instruções

não se pode retroagir e recalcular
a soma das matrizes não se encaixam

a beleza que vês, a chuva que sente, não é opção

e quando a pasta é revelada

a lixeira é esvaziada

faça como quiser, mas não faça comigo

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Da Inspiração

"... 
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos"

(Metal Contra as Nuvens - Legião Urbana)

O Lindo Bordado do Fio De Luz

O brilho é o reflexo da luz
em corpos não opacos.
Por que a senhorita?
Simples, pois
você não precisou abrir a boca
para eu descobrir que seu olhar
disse-me pra sempre lhe amar,
à sua presença, deixo se ser o que sou,
deixo de ser o que fui
e passo a ser um ser de luz,
sentir o seu cheiro,
não só me agrada,
como me atrai,
de tudo e de todos
és a única que me fazes feliz
sorrindo ou cantando,
calada ou chorando,
tecnicamente constatando:
o consciente de meu inconsciente,
decidiu inconscientemente que meu consciente
te amarias.
Vou contar:
em meio ao meu caminho
encontrava-se grandes depressões,
grandes morros
e largas pedras,
tudo fazendo de tudo
para que eu não chegasse ao final,
ou ao menos, não continuasse a segui-lo,
só que teve efeito contrário,
persisti neste caminho
para ver aonde chegaria.
Com as rasteiras
cai e me ralei,
ainda levantando com o pretexto de miragem,
foi quando pulei em novos caminhos,
já não agüentava mais,
parei,
ao menor sinal de ...
lá estava eu novamente,
agora preparado, com equipamentos,
a escalar a íngreme subida
de mais um acidente geográfico,
só que de tanto meu esforço
a terra se acostumou à minha força,
e se esqueceu de minha preparação:
matar ou morrer.
Vi que minha estadia
atrapalhava a passagem de outrem
e resolvi morrer
para o melhor emprego da palavra “felicidade”.
Desisti não porque deixei de amar-te,
não por acaso,
desisti pois assim podia ver
a esperança brotar novamente
em um coração de amor doente.
Mas ainda não terminei de contar:
o menino (apenas um menino),
não sabendo que o caminho estava triste sem ele,
viu uma porta aberta, como por tantas vezes já havia caído,
não hesitou em entrar novamente,
só que o caminho estava diferente:
foram corrigidas os acidentes e plantadas flores!!!
Se eu brilho, é por causa de tua luz.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Identidade

Tão propenso de vida, de guerra, de devaneio, de terra, de som, de morte, de desespero, de paz, de alegria, de loucura. Sinto o gosto de saudade, em meio ao relento de mais uma embriaguez, eu acordei pensando em ti, algo exorbitante, frágil e com pouco sentido, atrai uma confusão que não me deixa deitar e dormir diretamente, fico a vagar em pensamentos, o que está acabando apenas começa agora, mudar de idéia na velocidade da luz...

Os Donos

A distância dá coragem, é muito fácil esperar que tudo aconteça estando de braços cruzados, o que significa estar em um ambiente em que há ar, mas, no entanto, preferimos nos arrepender depois em que não mais o possuímos, ou melhor, não mais o há no meio, muito fácil falar, fazer previsões do que já aconteceu, o público que assiste apenas vibra ou chora dependendo da apresentação, quem vive de verdade são aqueles que não têm medo de se expor e não estão nem ai com a “psicologia” alheia, porque são donos de si próprios, e sabem que são os únicos que podem viver suas vidas, não há principio, não há meio e muito provavelmente, não existirá uma maça que expresse um sentimento passageiro. Minhas palavras continuam a ser palavras, e o que se escreve o que é?
Um sentimento? Talvez, de vez em quando,
Uma idéia, uma suposição, uma hipótese?
Uma concordância irracional do que é viver? Do que é existir?
“Despedida, enterro, velório,
perda total, por todos os lados,
do banco do ônibus, ao carro importado,
meu filho morreu, seu filho também,
morreu assaltando, morreu assaltado...”
Nada disso!
Apenas um fluxo de pensamento que não sei te explicar!

Defesa Imposta

Os módulos de defesa se revelam quando à presença desta, tu incitas em oração mental sarcástica uma ironia de divisão de raciocínio, que afetando assim sua mente, dignifica a sujeira cometida por dentre ações e reações somente pensadas, mas não podemos nos deixar enfraquecer justo na hora em que nada acontece, “é preciso ter força para lutar em tempos de guerra e é preciso ainda mais força para achar uma alternativa para a rotina que se faz presente em tempo de paz”, por isso e indagações posteriores, nossas vidas sempre se cruzarão, graças a nossa fiel indiferença em não demonstrar o quanto se importamos um com o outro.
Falar já não vem a ser a solução, somos o conto, a indústria e a imaginação, e quando meu eu-orgulho briga com o meu eu-..., aquele não tem argumento algum, se não o ódio, enquanto o eu-... possui todas as recordações e os sonhos, logo, quem ganha é o mais forte, não o melhor provido de argumentos, porque numa guerra não há democracia, nem direitos, nem ninguém cai em si e ninguém mais se lembra...

"Ama-te

Aqui residirá o invento de proclamação autêntica da nobre corte azul e sem graça de uma corte que não faz sentido, afinal a época que vivenciamos é distinta e a hierarquia é o que abraçamos e entregamos nossas boas vindas e os sentinelas igualitários ficarão de prontidão para lhe ensinar a saber que o que você mais precisa está em sua cabeça, sua liberdade de escolher, suas convicções, certo e incerto, a única certeza é a mesma, muda-te e mudarás o mundo onde vive, sinta a presença, há o que se possa chamar de necessidade de sobrevivência? Para sobreviver ao tédio... ao sono, ao luar, ao relento, ao cume, ao azul”.

Sou Eu

Sou um garoto, de sorte, de paz, de dor...
Sou um garotinho, de vento, de paz, de carinho...
Sou um rapaz, de paz, de crença, de direita...
Sou um rapazinho, de fogo, de água, de vinho...
Sou menino, de faça, de essa, de lado...
Sou menininho, de guerra, de trégua, de paz...
Sou aquele homem, de fibra, de nylon, de papel...
Sou aquele homenzinho, de vida, de saber, de paz...
Sou este guri, de arte, de invento, de árvore...
Sou este gurizinho, de pena, de sentir, de paz...
Sou aquele um, sou este ó, sou eu.

Interrogação

“... aqui jaz um velho começo!”
“Aqui proclamo aos transeuntes a fé,
a harmonia, o respeito e a felicidade!”.
“Quero vos servires de graça,
de apresso, de zelo”.
“Eu quem estou a pronunciar
versos saltados,
para um povo que... é meu povo”.
“Integro-me nesta dádiva
de compartilhar o pouco
para colher o nada de todo coração”.
“Quero-te, sinto-te, exijo-te
de crença, de unidade,
respondendo aos agressores com... silêncio”.
“Forma absoluta de ser imprevisível”;
“Intangível de se poder formular, com raiva”;
“Só a voz do silêncio”;
“Já nem sou quem lhe escreve...”.
“Dúvida? Este é meu nome,
talvez pior se certeza,
porque antes morada,
do que ser tempestade”.
“Ao som e agrado do prometido,
é a vida e é a vida, videira;
açucareiro, museu. Som limpo?
Imagem perfeita? Modelo pré-maquinário?”
“Mais besta do que... do que?
Abra-se, quais as palavras?
Intentos, arrepios, estampidos,
apenas um punhado de palavras...”.
“Dê apenas o que não tem,
peça tudo o que não pode ter.
Imposição? Não,
nem lembro o assombro...”.

Nota:
“Nenhuma é pensada
que a defina anteriormente”.
“Eu não as escrevo,
eu as tento compreender...”.
“Logo, não é o que quero dizer”.
“Logo, não sei o que quero dizer”.
“Abro o tom
e espero a reação”.
“Querem me deserdar
por saberem...”.
“Falta de uma...”
“Palavras
 depois de escritas,
mesmo
realmente,
da equação
de minha vivacidade
sempre
...”.
“Código, esperava o quê?
Um alimento processado,
prestes a ser engolido
sem ao menos saber
que...”.

A chave és tu.

Placa Mãe

A verdade,
ampla, concreta, azul,
aparece num mundo imaginário,
o qual o sentido pensa,
mas não sabe,
cria,
mas não se sustenta,
e sei lá,
a placa está encaixada,
mas não funciona,
alguém poderia avisá-la
que o sistema operacional
é diferente, moderno,
e a impressão do assunto
a se estudar
não foi impresso,
cadê o arquivo?
Na casa do vizinho,
pra ser mais exato,
na do amigo,
por causa de uma tentativa
em vão de ajudar
a um pequeno parente
que queria correr mais rápido
em sua navegação
perante aos jogos
de pouca memória,
de pouco processamento,
ah, aquela placa
alguém podia avisá-la?