A distância dá coragem, é muito fácil esperar que tudo aconteça estando de braços cruzados, o que significa estar em um ambiente em que há ar, mas, no entanto, preferimos nos arrepender depois em que não mais o possuímos, ou melhor, não mais o há no meio, muito fácil falar, fazer previsões do que já aconteceu, o público que assiste apenas vibra ou chora dependendo da apresentação, quem vive de verdade são aqueles que não têm medo de se expor e não estão nem ai com a “psicologia” alheia, porque são donos de si próprios, e sabem que são os únicos que podem viver suas vidas, não há principio, não há meio e muito provavelmente, não existirá uma maça que expresse um sentimento passageiro. Minhas palavras continuam a ser palavras, e o que se escreve o que é?
Um sentimento? Talvez, de vez em quando,
Uma idéia, uma suposição, uma hipótese?
Uma concordância irracional do que é viver? Do que é existir?
“Despedida, enterro, velório,
perda total, por todos os lados,
do banco do ônibus, ao carro importado,
meu filho morreu, seu filho também,
morreu assaltando, morreu assaltado...”
Nada disso!
Apenas um fluxo de pensamento que não sei te explicar!
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