Ainda que não possua de espaço para desperdiçar, minhas mãos são livres, tímidas e possui reflexo aguçado, a questão de hoje é distinta, tudo está tão inchado, as peças não se encaixam, o chão está perto demais de meu rosto, a vida parece rir de mim, nossa, nem acredito, consegui me perder olhando para o fim do caminho, estranho, ele está imprevisível, ora ondulado, ora calejado, e eu realmente me esqueci, não estou lutando contra, a melhor palavra seria em busca da paz feliz, e no meio, perdido dentre estas idéias, surge então, a certeza, e ao seu lado, a dúvida, tenho ciência de que meu consciente está a espreita, esperando ordens que venham de algo mais nobre, profundo, real. Do que vale valer o templo, se não posso... Se não sei... Se somente sinto, e os incisos do ser se movem automaticamente diferentemente, parece um artesão, cuidando de sua obra, reparando-a, questionando-a, e no final das somas e subtrações, veremos que ainda - temos que nos dividir para se igualar – e poder ver, e também – vemos que devemos nos multiplicar para descontrair – e poder sorrir, e enquanto tudo isso se passa, o ensinamento continua a vibrar, e quase não se percebe que dentro do recinto há sonhos envoltos nas cabeças, ninguém antes pensou, por que pensaria? O objetivo é outro. E ao término deste instrumento de indecisão, me perguntas: qual é o real assunto? Do que se trata?
E a resposta está em sua imaginação, que conseguiu enquadrar adequadamente, em lugares diferentes, cada versos extenso e cheio de graça.
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