De onde vem a força motora que move seus anseios?
Se sei que sou pura indagação,
Vejo que sonhos não lembrados não podem ser esquecidos,
E se por uma ironia seu pensamento divagar,
Ao retornar ao ponto inicial, suas têmporas comerão a doer
Porque metade será dor e a outra metade saudade.
Mas acontece que sonho que se vive, não gera importância.
O comum não se faz relevante...
Até perceber que sem ele, falta tudo.
Mas como então lembrar do que não pode ser esquecido?
A todo momento...
Seja de glória ou de guerra.
Não, não sou suficiente humilde, dever-me-ia,
Minha essência caótica explode em destinos entrelaçados
E transborda sangue de tais caminhos desafortunados
Caminhos estes que me fizeram chegar até aqui.
E eu sei disso agora, como em alguns outros momentos de lucidez
E um dia é tempo demais, quem dera uma vida
Mas os únicos responsáveis por nosso destino
Somos nós mesmos
E já não sei se é por segurança, orgulho ou amor
Só sei que sou pura indagação do que sou
Nenhum comentário:
Postar um comentário